Documentação para decisores
O cenário português
O ensino básico e secundário
O Moodle em Portugal encontra-se bastante difundido pelas escolas do básico e secundário. Através dos Centros de Competência, várias escolas têm a oportunidade de trabalhar com o Moodle sem custos adicionais, como é o caso do CCEMS. A Unidade de Missão CRIE (Computadores, Redes e Internet na Escolas) tem apoiado também o processo através da adopção do Moodle como ferramenta de trabalho colaborativo e de formação de professores. Exemplos como a EDUCOM ou o projecto Ciência na Escola têm oferecido às escolas serviço de alojamento de Moodle grátis. Em 2007, a FCCN começou a oferecer também este serviço, sendo em 24 de Julho de 2008 440 as escolas a usá-lo. Um outro dado que pode ser um indicador relevante do interesse pelo Moodle em Portugal é fornecido pelas Google Trends: Portugal lidera em 24 de Julho de 2008 o cenário mundial da pesquisa pela palavra-chave Moodle, à frente de países como a Finlândia ou o Reino Unido. Em 12 de Junho de 2008, o total do número de instalações Moodle oferecidas pelos Centros de Competência era de 741. Consulte as Instalações Moodle identificadas em instituições do ensino básico e secundário para saber mais.
O ensino superior
A nível do ensino superior, a concorrência entre LMS é maior, existindo diversas Universidades com soluções comerciais. O Gabinete de apoio a projectos do PAOL (Projecto de Apoio online) do ISCAP realizou em 2005 (confirmar data) uma análise do panorama nacional no que se refere às plataformas utilizadas por instituições do ensino superior. Os resultados da análise podem ser consultados na Página do projecto, que abordou um universo de 300 instituições, tendo sido consultados os sites institucionais para recolha de informação. Consulte também as Instalações Moodle identificadas em instituições do ensino superior para saber mais.
As empresas e outras organizações ligadas à formação
Várias organizações têm optado pelo Moodle para além das escolas e universidades. Os centros de formação de professores já contam com uma plataforma Moodle onde oferecem cursos. O Prof2000, um programa de formação de professores a distância e de apoio às TIC nas escolas usa o Moodle na sua oferta formativa. A ed-rom, uma empresa que oferece alojamento do Moodle, tornou-se Moodle partner em 2006 (confirmação de data necessária). Em 2009, o IEFP adoptou o Moodle http://www.iefpmoodle.com/.
O cenário internacional
A nível global, tem-se assistido a um uso exponencial do Moodle, como é comprovável através das estatísticas de download do serviço em Moodle Statistics e ao número crescente de referências nos vários motores de busca (>10.000.000 no Google em Fevereiro de 2007)
A Open University do Reino Unido iniciou em 2006 um projecto de grande escala, com a implementação duma solução Moodle para os alunos da instituição. Com o apoio da Fundação William and Flora Hewlett, esta instituição iniciou também um projecto de partilha de recursos educativos abertos designado Open Learn. Associado a este projecto está o Labspace, um espaço para partilha de cursos.
Informação de suporte à decisão
Existem vários trabalhos que visam avaliar LMS comparando várias ferramentas de gestão da aprendizagem, entre elas o Moodle. De seguida é apresentada uma lista não exaustiva de alguns desses documentos: This is a non-comprehensive list of documents or data that can help an organization decide about their LMS.
- (2003) Commonwealth of Learning: COL LMS Open Source
- (2004) Jamil Itmazi & Miguel Meg: Survey: Comparison and evaluation studies of learning content management systems
- (2004) Dublin City University: Moodle at DCU
- (2004) CMS@EC: Survey of students opinions of Moodle
- (2004) Catalyst IT Limited: Technical Evaluation of selected Learning Management Systems
- (2004) Jay Melton: The CMS moodle: A Heuristic Evaluation
- (2004) NZ Open Source VLE Project LMS Evaluation
- (2005) Dave Bremer & Reuben Bryant: A Comparison of Two Learning management Systems: Moodle vs Blackboard
- (2005) Safine Graf & Beate List: An Evaluation of Open Source E-Learning Platforms Stressing Adaptation Issues
- (2005) A Next Generation Learning Management System for CSU, Chico
- (2005) Bert Bos, Kathy Munoz & Joan Van Duzer: Blackboard vs. Moodle A Comparison of Satisfaction with Online Teaching and Learning Tools
- (2005) Miles G Berry: An investigation of the effectiveness of Moodle in primary education
- (2006) Jon Dron: Any color you like, as long as it’s Blackboard (r)
- (2006) Idaho State University: LMS Focus Group Report
- (2006) Idaho State University: LMS Pilot Report (Moodle)
- (2006) Jay Melton: The LMS moodle: A Usability Evaluation
- (2006) Brendan Moloney & Timothy Gutierrez: An Enquiry into Moodle Usage and Knowledge in a Japanese ESP program
- (2006) Michael Winter: Learning Management Systems for the Workplace A Research Report
- (2006) Sakai. Vs Moodle
- (2006) Focusing Resources and Fostering Creativity - Joint Functional Sponsors Group – Technical Sponsors Group Report to the Faculty Committee on Educational Technology on the Common Collaboration and Learning Environment - UCLA
- (2006) MIT Peer Comparison of Course/Learning Management Systems, Course Materials Life Cycle, and Related Costs
- (2007) Andreas Wittke: Why German Universities choose Moodle instead of Sakai
- (2007) Idaho State University: LMS Final Report
- (2007) Michael Machado & Eric Tao: Blackboard vs. Moodle: Comparing User Experience of Learning Management Systems
- (2007) Humboldt State University: Learning Management System Evaluation Report
- (2007) UCLA Selects Open Source Solution, Interview with Ruth Sabean
- (2007) Instructional Technology Resource Center - Idaho State University
- (2007) The Enterprise Committer: When Your Employee Develops Open-Source Code on the Company Payroll
- (2007) E-learning Guild 360º Report - Learning Management Systems
- (2007) Moodle becoming schools' VLE of choice - Ian Usher, citing BESA research data
- (2008) Report looks at schools' success with Moodle - Laura Devaney, eSchool News
- (2008) E-learning survey - University of Oviedo
- (2008) Open Source LMS for mission-critical enterprise-level application - San Francisco State University SFSU
- (2008) E-learning Guild 360º Report - Learning Management Systems
- (2008) 59% of UK colleges now using Moodle - Niall Sclater, citing unnoficial wiki-based survey on VLE usage in UK colleges
- (2008) Moodle nas escolas portuguesas - números, oportunidades, ideias
- (2008) Moodle na FCTUNL
- (2008) Geopor na web 2.0
- (2008) Moving to Moodle: Reflections two years later - Ining Tracy Chao - EDUCAUSE Quarterly, vol. 31, no. 3 (July–September 2008)
- Google Trends
- EduTools Course Management System Comparisons
10 Mitos associados ao Moodle
A seguinte lista de mitos associados ao Moodle começou com uma entrada de fórum de Josie Fraser, como parte da campanha de 2005-6 HUGToB.
Assim que o Moodle estiver estável, será adicionada uma licença. Se fosse realmente um bom software, já estariam a cobrar por ele
Martin Dougiamas, o detentor da licença actual (GPL) assumiu estando em registo que o Moodle será sempre livre e sob a licença GPL. Mesmo que não tal não acontecesse, a comunidade poderia pegar na última versão do código com licença GPL e continuar o seu desenvolvimento a partir daí. Uma das forças do Moodle é ser de código aberto, podendo a comunidade educativa global contribuir para o tornar ainda melhor.
Não há condições para considerar sequer o Moodle se não tiver um programador PHP a tempo inteiro na minha equipa. No mínimo é necessário muito suporte técnico
Existem muitas instituições a usar o Moodle out-of-the-box, sem qualquer programador no apoio e desenvolvimento. Não é necessário ter conhecimentos em programação se quiser apenas utilizar um site Moodle sem grandes complicações.
O PHP é uma linguagem de programação fácil de aprender, e o código Moodle está bastante documentado, e se quiser contribuir para o desenvolvimento, a curva de aprendizagem é rápida.
É também aceitável afirmar que é necessário um conjunto de conhecimentos técnicos para usar qualquer programa na web de forma segura. Mas este facto está mais relacionado com a gestão do servidor web, a base de dados SQL ou outros detalhes de servidor do que o Moodle propriamente dito. Se conseguir gerir o seu próprio servidor, tem condições para usar o Moodle. Se não souber gerir servidores, pode facilmente obter um serviço de alojamento onde fazem isso por si, tendo apenas de se preocupar em gerir o Moodle e ensinar. Os Moodle Partners ou outros organismos locais, regionais ou nacionais podem oferecer este serviço.
O Moodle não é compatível com os sistemas/software existente
O Moodle corre em FreeBSD, Linux, Mac OS X, e Windows. É compatível com uma grande parte das bases de dados disponíveis, através da integração ADODB. Existem também vários mecanismos de autenticação e inscrição, incluindo LDAP. O Moodle permite aos professores/formadores integrar conteúdos em vários tipos de formatos, seja SCORM, Flash, MP3s ou RSS feeds. No Roadmap para versões futuras está plaenada uma Web API que permitirá uma integração fácil com outras aplicações web.
Tenha em atenção que este é um software de código de fonte aberto, com uma base de apoio documental a programadores bastante extensa. Se o Moodle não é compatível com uma aplicação em particular até ao momento, pode contratar um programador para realizar a integração que pretende, ou desenvolvê-la na sua organização.
O Moodle não tem a experiência comercial que procuro
Existem Moodle partners. O Moodle é actualmente utilizado por grandes organizações. Consulte os Moodle Sites para verificar por si próprio.
Não é possível usar o Moodle "out of the box" – a instalação básica do Moodle não é assim tão sofisticada
Consulte a lista de características, todas incluídas no pacote. Outros temas, blocos e actividades são fáceis de integrar e a maioria é livre, de código fonte aberto. É também simples instalar o Moodle num servidor. Experimente.
Não existe documentação, formação ou suporte técnico disponíveis – está por sua conta
Existe documentação abundante e em contínua melhoria online, disponibilizada pelos utilizadores e programadores da comunidade. Existem também livros à venda e páginas de apoio a professores e criadores de páginas, como é o caso do Moodle PT, .
A maioria dos utilizadores consideram a interface do Moodle intuitiva e este facto ajuda a necessidade de formação. É possível a instituições realizar formação interna e muitas adoptaram com sucesso esta abordagem. Alguns Moodle Partners moodle.com são também especializados em formação.
Existe apoio de qualidade na página Using Moodle moodle.org ou na comunidade Moodle PT. Existem também contratos de apoio dos Moodle Partners moodle.com e por vezes existem estruturas nacionais ou regionais que o fazem para algumas organizações.
O custo total de uma opção Moodle é maior do que uma solução comercial
Com o Moodle e outras plataformas comerciais, terá sempre de pagar o alojamento, apoio, formação e conteúdo: com o Moodle, uma maior fatia dos custos pode ser reduzida utilizando trabalho interno, isto sendo apenas uma possibilidade.
A maior diferença é que com o Moodle não existem custos de licenciamento. Nenhuns. O dinheiro que gastaria na licença pode ser por exemplo utilizado no desenvolvimento e adaptação do software às suas necessidades. Para além disso, não está sujeito a um aumento unilateral dos custos de licenciamento, ou mesmo da falência das empresas.
Não é supreendente que a agência governamental do Reino Unido Becta tenha examinado o custo total de software de código aberto nos computadores nas escolas inglesas, concluindo que há poupanças importantes quando comparados com alternativas comerciais. A poupança em despesas de apoio são relevantes.
O Moodle não serve para uma instituição tão grande como a minha
A sua instituição é maior do que a Universidade Aberta do Reino Unido, com 180,000 alunos? A OU UK usa o Moodle como LMS oficial, e existem outras instituições de grande dimensão com uso oficial do Moodle.
O Moodle não foi desenhado para se adaptar para o meu grupo específico de clientes ou formandos
O Moodle está a ser usado com sucesso desde o ensino primário, até ao ensino superior, em todas as áreas do conhecimento sejam as artes, línguas, humanidades e matemáticas. O seu uso é também consistente na aprendizagem ao longo da vida, formação de professores, empresas e instituições governamentais.
Temos tudo a funcionar no nosso sistema actual, não se justifica o esforço de migração para o Moodle
A migração pode não ser tão complicada quanto isso, uma vez que o Moodle consegue importar conteúdos numa gama ampla de formatos, seja SCORM, Blackboard ou WebCT. Existe um número crescente de organizações que estão a fazer a mudança.
Do ponto de vista pedagógico, existem vários ganhos possíveis na mudança para um LMS com a colaboração e o social no centro e que reconhece o papel fundamental dos alunos, fornecendo aos professores as ferramentas necessárias para construir comunidades de aprendizagem, indo para além da disponibilização de recursos e tarefas.
Do ponto de vista financeiro, os custos envolvidos numa migração para o Moodle serão rapidamente recuperados através da poupança nos custos de licenciamento.
Ver também
Ligações externas
- Relatório Moodle@FCTUNL 2007 - Caracteriza uma equipa de trabalho que gere o Moodle da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa
- Moodle nas escolas portuguesas: números, oportunidades, ideias - artigo apresentado no Caldas Moodle 2008
- Moodle na FCTUNL - artigo apresentado no Caldas Moodle 2008